Recomendações para a Vacinação Contra a Febre Amarela

A Febre Amarela é uma doença causada por um vírus, inoculado no organismo humano pela picada de mosquitos da espécie Haemagogus, Sabethe e pelo temível Aedes Aegypti. É considerada uma doença altamente agressiva, responsável por uma verdadeira ameaça à saúde pública, devido à facilidade com que se alastra, tanto em ambientes urbanos como rurais, além dos graves sintomas que, não tratados, podem levar à morte.

A Febre Amarela tem esse nome, devido ao fato de que um dos seus principais sintomas é a ocorrência da chamada “icterícia”, quando há um acúmulo da substância biliar nos tecidos, resultando numa coloração amarelada dos olhos, pele e mucosas.

Febre Amarela

A principal proteção contra a Febre Amarela é a vacinação, que é produzida no Brasil (uma área considerada endêmica) desde os anos 30, através de uma amostra inofensiva do amarílico selvagem, espécie oriunda do continente africano, cuja vacina possui uma eficácia de 96%.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), para que a vacinação contra a Febre Amarela produza o efeito esperado, é necessário que pelo menos 80% da população de uma área de risco seja vacinada, respeitando alguns critérios de dosagem e as características peculiares de cada indivíduo.

No Brasil, onde a proteção contra a Febre Amarela faz parte do Calendário Nacional de Vacinação, algumas regiões são consideradas áreas de risco, e estados como Minas Gerais (com 97 casos), Espírito Santo e São Paulo (com quatro casos confirmados), já convivem com um surto da doença desde janeiro desse ano.

Por meio de uma alteração no Regulamento Sanitário Internacional, a OMS determinou novos critérios para a vacinação contra a Febre Amarela. E os principais, são:

  • Crianças entre 6 e 9 meses, deverão receber a vacina somente se residirem em áreas consideradas de risco (matas e margens de rios), ou de acordo com avaliação médica.
  • Crianças entre 9 meses e 5 anos incompletos, deverão receber uma dose aos 9 meses, seguida de um reforço aos 4 anos de idade.
  • Crianças a partir de 5 anos completos, deverão receber duas doses da vacina com intervalo de 10 anos.
  • Indivíduos com mais de 60 anos, deverão ser avaliados por um especialista, devido ao risco do procedimento para a sua saúde.
  • Gestantes estão proibidas de participar da vacinação, salvo em casos de risco iminente de contágio.
  • Mulheres em fase de amamentação, deverão evitar a vacinação, ou, em caso de extrema necessidade, evitar a amamentação por 30 dias após a imunização.
  • Indivíduos portadores de doenças crônicas, anemia profunda, saúde debilitada, deverão evitar a vacina, salvo em casos de prescrição médica.
  • Para os que pretendem viajar para locais de risco, recomenda-se a vacinação pelo menos 10 dias antes do embarque.

Não sendo demais lembrar que essa proteção contra a Febre Amarela, por meio da vacinação, é recomendada, no Brasil, apenas àqueles indivíduos que vivem em áreas consideradas de risco (região de matas e rios), e que o uso por parte de indivíduos que não se enquadram nessas condições, tem como principal consequência a diminuição dos estoques, e o comprometimento da saúde dos que realmente necessitam do procedimento.

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